Provins

A cidade Provins foi escolhida para o roteiro por dois motivos, um, porque é uma cidade medieval que fica super perto de Paris, logo é um bom ponto pra conhecer e descansar o corpo logo quando se chega de viagem; dois, porque é uma cidade medieval, e só isso é motivo o suficiente pra mim (hehe). A cidade já foi ponto de comércio de lã, tecidos, vinhos, peles, tintas, jóias e tudo que se podia e não podia se comercializar naquela época, séculos 12 e 13. Além disso no ano de 2001 ela entrou para a lista de Patrimônio Mundial da Unesco. Apesar de ser pequena a cidade tem sua vida própria, alunos indo pra escola durante a manhã, brincando na praça no recreio -me deu um certo alívio saber que ainda existe infância assim, chega eu senti uma invejinha branca deles, imagina sua infância numa cidade medieval?

Baci, baci
Laura Valadão

Ps: minha infância foi incrível, fazenda, primos, imaginação, milhopã…=D

Provins também é conhecida como “cidade das Muralhas”, e olha só que lindo, e que vibes. Eu AMO!


Essa aqui é a Torre Cesar, lá de cima a vista é incrível!

O viajante

Todas as vezes que eu desço de algum avião eu sempre paro – por um mili segundo é claro, não queremos irritar todos os passageiros loucos para descer da aeronave. Paro alí no meu mili segundo do meu universo paralelo e sinto a cidade me receber. Algumas me recebem com um abraço caloroso, outras com uma humidade que é quase um beijo, e outras com aquele ventinho gélido, aquele bem-vindo tímido, podendo ser comparado a um tapinha amigável nas costas. Paris sempre me recebe assim, na timidez, mesmo já tendo nos conhecido antes. Logo quando esse mili segundo acaba, começamos a seguir a manada em direção a imigração e então passamos por um túnel gigante que tem o teto peculiar que para mim parece pelo/espuma. Mas não é só isso, além do teto as paredes de todo o extensão do corredor são repletas de obras de arte (em cartaz ou material do tipo) e frases de escritores famosos sobre “viajar”. Eu aqui já paro de caminhar e deixo a esteira me levar para que eu consiga ler todas, pressa pra quê?

Destaquei uma que tive até que caminhar na contra mão para tirar uma foto, para não esquecer o seguinte “Voyager c’est naître et mourir à chaque instant” (Viajar é nascer e morrer a cada instante). O autor é Victor Hugo, que de acordo com o wikipedia foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É o autor do famoso Les Misérables. Sábio, não? Já ouvi várias frases sobre viajar- sim, o verbo, no infinitivo, porque não importa para onde você vai, você nunca volta o mesmo. Se eu te perguntar “o que é viajar para você?”, o que você me diz? Existem pessoas que não gostam de viajar, gostam de se enraizar, e eu nem julgo porque nosso “lar” também é algo que não tem preço, mas tem valor, e esse nem consigo explicar. Porém, EU, euzinha aqui, “AMO/SOU” viajar, como dizem alguns instagrams por aí “se viajar fosse de graça, ninguém me via mais”. E nesse caso concordo com nosso amigo Victor que viajar é de fato nascer e morrer a casa instante, e não só isso é desaprender e aprender também.

Muito bem, voltando aos tramites de todo viajante, depois da imigração a manada segue para o “baggage claim” que nada mais é um momento de tensão pra mim porque eu fico esperando a esteira “cuspir” minha mala como se ela tivesse se tele-transportado da minha cidade para alí e se ela não aparecer é porque não teve sucesso, tadinha. Lembro bem quando voltei de mudança da Itália pro Brasil uma das minhas malas não apareceu, fiquei bem chateada, parece que essas coisas só aconteciam com outras malas. Quando você avista sua mala é um momento especial com direito a música romântica no fundo. Pois bem, como essa nossa viagem de lua-de-mel foi uma semana, levamos cada um uma mala, e com folga (que orgulho). As duas chegaram bem, com atraso, mas o importante é chegar.
Depois das malas cada um da manada segue seu rumo, alguns pegam taxi, outros uber e outros alugam carro, que foi o nosso caso. Alugamos um e na hora fomos seduzidos a fazer o upgrade pelo mesmo modelo porém novo, e com GPS embutido.
-Toca pra Provins, Fabio!

Alguns bons minutos depois que entramos no carro foram dedicados ao “reconhecimento do território” e às funções/configurações do carro. Tudo pronto, aqui vamos nós em uma viagem no tempo para a cidade Provins!

Ok, ok escrevi demais e perdi o foco hehe, mas vamos aqui ao primeiro post sobre a cidade -sim, vou ter que dividir em dois porque as fotos estão muito pesadas.

O hotel quem escolheu foi meu marido, a contra gosto meu. Por mim a gente teria ficado em um que tinha paredes de pedra, cama com dossel, decoração rústica e aquela vibe de que estamos em 1400. Depois da primeira volta pela cidade e da primeira noite lá eu tive que agradecer a escolha dele haha. A cidade é tão antiga que juro que fiquei com muito medo. Medo de ver espíritos perambulando por aí, porque eu tenho certeza que espirítos que já passaram por lá não foram poucos (e não, ver espíritos não é um habito meu, é só uma maneira de representar o meu medo do desconhecido). Conclusão: mordi a língua, mais uma vez, e tive que tirar o chapéu pro Fabio. Nosso hotel, o Le Hotel Cesar Provins, estava todo novinho, limpino e fofinho para nos receber.
Se não acredita é só dar uma olhada aqui nas fotos! =D

Fica aqui um grande abraço aos viajantes, e aos enraizados! :**
Baci, Baci
Laura Valadão

PS: próximo post falo mais sobre Provins!

Xô, bullying!

Assisti finalmente o tão falado “13 reasons why” e resolvi fazer esse post porque me lembro que das vezes que me “abri” por aqui com vocês o resultado foi muito legal porque muita gente se identificou com meus problemas e sentimentos. A série é sobre bullying e sobre como isso pode afetar tanto uma pessoa ao ponto dela querer tirar a própria vida. (Relax esse post não é depre, continue lendo).Vou dividir esse post em três episódios explicando porque eu perdi a vontade de ter/manter esse blog (sem sucesso porque aqui estoy!).
Episódio 1: Eu lembro que quando eu comecei o blog eu era super empolgada e sempre queria postar sempre focando no conteúdo “moda”, que no caso se resumia a “looks”.Até que em um belo dia vi um comentário esperando aprovação e esse era de uma pessoa bem amarga, comentando que meu look não tinha nada de mais (etc). Depois disso nasceu um medo, que talvez muita gente pode achar idiota, mas é um medo que conseguiu me bloquear de certa forma, e esse medo é o medo da temida opinião alheia. Quem leu até aqui vai começar a fazer o link com a série já, já. Desde esse comentário eu resolvi me esforçar mais para caprichar nos looks e talvez melhorar a qualidade das fotos, enfim até esse ponto eu realmente acatei e tentei “agradar” aquela pessoa melhorando aquilo que ela tinha achado ruim no meu blog.
Episódio 2: Alguns meses depois eu fiz um post sobre a água com gás Cambuquira, e fiz uma foto que na época eu me arrependi muito, com a Cambuquira em frente duas de suas concorrentes. De fato aquele dia COMPREI as três para ver qual eu gostava mais. Reparem bem, eu disse, COMPREI, para comparar. No dia seguinte vi vários comentários falando que eu tinha parado em um blog que “zoa” outras blogueiras com o ,”Jabá do dia”. O conteúdo desse blog é escrito de uma maneira bem ríspida e digna de um “bully”,na verdade o blog em si, tanto o conteúdo, quanto a escrita. O fato é, eu não recebi nada para divulgar nada, estava apenas querendo divulgar um produto que chegou na capital que é da cidade onde minha sogra nasceu, PONTO. Enfim, esse dia eu aprendi que não importa o que você postar, as pessoas vão achar que você está ganhando algo com isso, e aprendi também que até nesses assuntos “bestas” as pessoas amargas conseguem distorcer e falar mal.
Episódio 3: Apesar dos apesares eu continuei postando, com menor frequência é claro. Algum tempo depois e aqui eu já não me lembro o post, eu fiz como sempre: esperei algumas horas, voltei pra minha conta aqui no wordpress, loguei, vi a bolinha que indica que tem comentário esperando aprovação e cliquei. Tinham ,como sempre, alguns spams, alguns comentários legais, e um comentário gigante de quase dois parágrafos acabando com a minha pessoa. Ele inclusive era anônimo, é claro, e no lugar do NOME estava “a que você vai achar que tem inveja de você por estar fazendo esse comentário, porque você se acha” .Eu deletei esse comentário, depois de reler cinco mil vezes. Por que eu li cinco mil vezes? Eu estava tentando entender o que leva alguém a se dar o trabalho de entrar num blog de uma pessoa que ela não gosta, para fazer um comentário desse. No fim percebi que eu não compreendia porque isso é algo que eu nunca faria. Não vou mentir que não fiquei magoada, porque fiquei sim, e depois disso eu fiquei um bom tempo sem postar, mesmo porque a empolgação foi pro zero quando vi que existe esse tipo de gente, esse tipo de blog, e esse tipo de vida.
Graças a Deus que eu tenho pessoas na minha vida que estão sempre me fazendo felizes, e me inspirando, e que eu sempre rezo pra ver o lado bom em tudo. Nesse dia eu até rezei pra pessoa que escreveu esse comentário, pra ela encontrar paz no coração dela e eu também.
Infelizmente eu me importei com a opinião dela e parei de postar, algo que hoje eu vejo que foi uma besteira, uma infantilidade. A Hannah, a personagem da série, se importou tanto com o que as pessoas falavam sobre ela que ela preferiu nem viver nesse mundo mais. Tudo bem que no caso do seriado ela sofreu outros tipos de abusos também, mas isso eu nem consigo comentar aqui porque não imagino o que eu faria na situação.
Mas a conclusão desse post é que temos que ser o que somos e se as pessoas não concordam, paciência. Essa é a beleza do mundo, imagina se fossemos todos iguais? Inclusive vi uma frase muito boa enquanto tomava meu “banho” de wifi que era assim: “O que as pessoas pensam sobre você é problema delas”. Existe algo mais certo do que isso? I think NOT! O que importa nessa vida é se você está em paz com a pessoa que você é, se você se conhece, e se as pessoas que você ama te conhecem e gostam de você como você é. O resto, é resto.

Bom é isso, não deixe pessoas amargas amargarem você!

Xô bullying!
Baci, baci
Laura Valadão

PS: Deixo aqui 10 motivos para sorrir; :D

via GIPHY

A série é essa aqui!